Sucesso Feminino - Beleza, Saúde, Sexualidade...
   Home     Shopping     Mini Cursos     Contato

  

  Home
  Beleza
  Comportamento
  Dia da Mulher
  Dieta e Nutrição
  Frases
  Histórico
  Mensagens
  Saúde da Mulher
  Sexualidade
  Fale Conosco
 




   
 
SAÚDE DA MULHER

MENSTRUAR: É PRECISO ?!

       “Mulher é bicho esquisito / Todo mês sangra”. Estes dois versos da música “Cor-de-rosa Choque”, da cantora e compositora Rita Lee, para mim, soam como um desabafo, ao descreverem a repetição de um fato corriqueiro da biologia feminina, mas que nem sempre é vivenciado com agrado pelas mulheres: o sangramento menstrual.

       Sob o ponto de vista médico, a regularidade, a duração e a intensidade (volume do fluxo) das menstruações são um espelho do ciclo hormonal ovariano - e de seus efeitos sobre a mucosa que reveste o interior do útero. Ou seja: se a periodicidade estiver entre 21 e 36 dias (28, na média), se a duração do sangramento oscilar entre 2 e 7 dias (4, na média) e o volume total do fluxo encontrar-se entre 30 e 80 ml, isto significa que, em princípio, o funcionamento dos ovários está dentro dos limites da normalidade – no que diz respeito à produção de hormônios e à ovulação. Nos extremos da capacidade reprodutiva da mulher (puberdade e pré-menopausa), porém, é comum a irregularidade de todos esses parâmetros.

       A maneira como cada mulher vivencia a chegada da menstruação é absolutamente individual e circunstancial. Mas, para todas, ela é a evidência material da ausência de gravidez; uma evidência cujo significado pessoal pode oscilar entre a alegria e a tristeza, entre a euforia e a decepção, dependendo das circunstâncias.

       A reboque do sangramento mensal, algumas mulheres enfrentam uma série de desconfortos físicos e psíquicos, com maior ou menor impacto na vida familiar e no trabalho. A TPM (Tensão Pré-Menstrual), as cólicas, o mal-estar geral e, quando o fluxo é maior, a necessidade de estar atenta quanto à hora certa de substituir o absorvente (vazamentos) transformam essa manifestação da Natureza num verdadeiro castigo imposto à condição feminina. O transtorno torna-se maior ainda quando o sangramento acontece justamente durante uma viagem, na lua-de-mel, durante uma excursão ou naquele esperado fim de semana na praia (!).  Não é raro que, diante desses fatos, certas pacientes cheguem a afirmar, em tom de revolta: “Na próxima encarnação, eu quero ser homem !!”

       O adiamento, a antecipação e, até mesmo, a completa inibição do fluxo menstrual por longos períodos tornaram-se possíveis com o advento dos anticoncepcionais hormonais orais, dos progestógenos injetáveis de depósito (trimestrais) e, mais recentemente, com o uso dos implantes contraceptivos subdérmicos (cujo efeito se estende por três anos) ou do DIU com progestógeno (que é trocado a cada cinco anos). Hoje, sob orientação médica – portanto, resguardadas as contra-indicações desses medicamentos -, a mulher pode planejar o sangramento de acordo com a sua conveniência ou, se desejar, riscá-lo da sua agenda por muitos meses ou anos.  

       Em 1996, o livro "Menstruação, a Sangria Inútil", de autoria do ginecologista Dr. Elsimar Coutinho, despertou muita polêmica no meio médico e entre as pacientes. Nele, o autor propõe a extinção da menstruação do calendário feminino por acreditar que esta “sangria” traz muito mais prejuízos do que benefícios à saúde da mulher (!). Em muitos casos, esta afirmativa é verdadeira; porém não pode ser aplicada a todas as mulheres indiscriminadamente, sob pena de substituirmos os sintomas menstruais pelos efeitos colaterais dos medicamentos utilizados.

       Nesta, como nas demais áreas da Ginecologia, a adoção de um recurso terapêutico deve passar pela análise objetiva – e personalizada - da relação risco/benefício. Cada um dos métodos utilizados para “manipular” o sangramento uterino possui vantagens e desvantagens, prós e contras, indicações e contra-indicações, cabendo ao médico informar a sua paciente sobre todas essas variáveis.

       Num outro verso - daquela música que falamos no início deste artigo -, Rita Lee diz que a mulher possui “Um sexto sentido maior que a razão”. É este sexto sentido que irá ajudá-la a decidir por continuar sangrando "todo mês", ou não.

Dr. Carlos Antônio da Costa

Ginecologista e Obstetra

CRMSC 9758 – TEGO 035/79

www.drcarlos.med.br/

gocomponto@yahoo.com.br

 

Voltar à lista de Artigos

Indique esta Página!

 

 

 

Repeletron
Espante os animais e insetos de sua casa

R$ 59,99 ou 3 x R$ 19,99

 

ShakeLight - Lanterna sem pilhas nem baterias.
R$ 39,99 ou
3 x R$ 13,33

 

 

 

Sucesso Feminino.Com

As informações contidas neste site são somente para informações e não substituem a consulta de um especialista